19.12.22
26.11.22
Teatro na escola
O teatro veio mais uma vez à escola e o texto elaborado pelas alunas Érica Larouca e Beatriz Alves leva-nos, de alguma forma, novamente até ele. O título é bastante original...
Sermão de Santo António…
aos alunos
Na quinta-feira, dia 17 de novembro, ocorreu na Escola Secundária de
Rio Tinto, no auditório grande, uma representação teatral do Sermão de Santo
António (aos peixes) sob a forma de um monólogo, tendo esta sido dividida em
duas sessões onde compareceram todas as turmas do 11º ano acompanhadas pelos respetivos
professores. A peça começa com o ator vestido de pescador,
envergando o seu impermeável, o seu gorro e as suas galochas, acompanhados do
seu guarda-chuva e de uma mochila. De seguida, liberta-se desses utensílios e
monta igualmente uma piscina de pequenas dimensões que servirá depois de palco
aos peixes. A certo momento, espalha sal pelo chão, o que é algo simbólico da
obra que estava a ser representada e a interpretação será, entretanto, enriquecida
por efeitos sonoros e por gestos faciais que geram o riso. Esta representação teatral durou
aproximadamente uma hora, sendo que o ator declamou o Sermão na sua totalidade.
A sua interpretação diz-se ter sido cómica e dinâmica, o que foi comprovado
pelos aplausos e pelo evidente ânimo da plateia. Assim, o ator foi capaz de
criar empatia com o público, captando a sua atenção com facilidade. Este
momento incluiu igualmente a participação de alguns alunos que interpretaram o
Tobias, o peixe de Tobias e o anjo Rafael, os quais são mencionados no capítulo
III do Sermão. No final, houve um breve momento em que os alunos puderam
esclarecer as suas dúvidas e curiosidades. Esta foi uma apresentação distinta do Sermão,
a qual permitiu aos alunos consolidar as informações que já haviam recebido nas
aulas da disciplina de Português.
Érica Larouca e Beatriz Alves, 11ºM
Érica Larouca e Beatriz Alves, 11ºM
16.11.22
100 anos de Saramago
No dia em que José Saramago completaria 100 anos, recuperamos o vídeo já partilhado aqui há cerca de um ano, aquando do início da comemoração do seu centenário. Um autor incontornável da literatura portuguesa e da literatura universal, o "nosso" Nobel da Literatura que vale a pena conhecer melhor.
E, já agora, um excerto de As pequenas memórias, obra selecionada para a fase de escola do Concurso Nacional de Leitura, deste ano, para o ensino secundário:
Contei
noutro lugar como e porquê me chamo Saramago. Que esse Saramago não era um
apelido do lado paterno, mas sim a alcunha por que a família era conhecida na
aldeia. Que indo o meu pai a declarar no Registo Civil da Golegã o nascimento
do seu segundo filho, sucedeu que o funcionário (chamava-se ele Silvino) estava
bêbado (por despeito, disso o acusaria sempre meu pai), e que, sob os efeitos
do álcool e sem que ninguém se tivesse apercebido da onomástica fraude,
decidiu, por sua conta e risco, acrescentar Saramago ao lacónico José de Sousa
que meu pai pretendia que eu fosse. E que, desta maneira, finalmente, graças a
uma intervenção por todas as mostras divina, refiro-me, claro está, a Baco,
deus do vinho e daqueles que se excedem a bebê-lo, não precisei de inventar um
pseudónimo para, futuro havendo, assinar os meus livros. Sorte, grande sorte
minha, foi não ter nascido em qualquer das famílias da Azinhaga que, naquele
tempo e por muitos anos mais, tiveram de arrastar as obscenas alcunhas de
Pichatada, Curroto e Caralhana. Entrei na vida marcado com este apelido de
Saramago sem que a família o suspeitasse, e foi só aos sete anos, quando, para
me matricular na instrução primária, foi necessário apresentar certidão de
nascimento, que a verdade saiu nua do poço burocrático, com grande indignação
de meu pai, a quem, desde que se tinha mudado para Lisboa, a alcunha
desgostava. Mas o pior de tudo foi quando, chamando-se ele unicamente José de
Sousa, como ver se podia nos seus papéis, a Lei, severa, desconfiada, quis
saber por que bulas tinha ele então um filho cujo nome completo era José de
Sousa Saramago. Assim intimado, e para que tudo ficasse no próprio, no são e no
honesto, meu pai não teve outro remédio que proceder a uma nova inscrição do
seu nome, passando a chamar-se, ele também, José de Sousa Saramago. Suponho que
deverá ter sido este o único caso, na história da humanidade, em que foi o
filho a dar o nome ao pai. Não nos serviu de muito, nem a nós nem a ela, porque
meu pai, firme nas suas antipatias, sempre quis e conseguiu que o tratassem
unicamente por Sousa.
6.11.22
103º aniversário de Sophia de Mello Breyner Andresen
Hoje o Google está assim:
E na nossa Biblioteca, o "Autor do Mês" já foi escolhido e a exposição montada.Vem celebrar connosco Sophia de Mello Breyner Andresen, a autora e a obra!
28.10.22
17.10.22
Palestras na escola # 4
Matemática: uma linguagem universal.
10.10.22
13.9.22
ESTAMOS DE VOLTA!
Que as férias tenham sido retemperadoras...
Que nunca nos falte o entusiasmo e a vontade de aprender...
Que os livros nos continuem a acompanhar...
UM BOM ANO LETIVO PARA TOD@S!!!
3.6.22
Mostra Pedagógica das Bibliotecas do Concelho de Gondomar
Realiza-se na próxima semana, entre os dias 6 e 8 de junho, na Biblioteca Municipal, a "Mostra Pedagógica das Bibliotecas do Concelho de Gondomar". Lá estaremos a representar a nossa Biblioteca e as Bibliotecas do nosso agrupamento.
"O Jogo do Moinho na aula de História da Cultura e das Artes"
Partilhamos aqui alguns dos resultados (os mais visíveis) de um trabalho de articulação entre as técnicas de apoio à gestão social do Programa Centurium, os alunos com medidas adicionais e a turma do 11.ºH na disciplina de HCA (Professora Manuela Durão). Trata-se de um texto elaborado pela aluna Soraia Dias, com a orientação do Professor Rui Silva, do Centro de Apoio à Aprendizagem.
O Jogo do Moinho na aula de História
da Cultura e das Artes
Foi mais ou menos há um mês, no dia
26 de abril, que os meus colegas do Centro de Apoio à Aprendizagem e eu, todos envolvidos
no projeto do Programa Centuriumâ - que acontece todas as terças-feiras no Centro de
Apoio à Aprendizagem (CAA), fomos à minha turma, o 11.º H, na aula de História
e Cultura das Artes (professora Manuela Durão) para ensinar as regras do jogo
do Moinho, que é um jogo antigo de estratégia, muito jogado pelos soldados romanos.
A aula foi realizada na biblioteca/centro de recursos.
Estava bastante nervosa, mas com a
ajuda das técnicas Centurium, a Bruna e a Renata, iniciei a aula explicando as
regras e logo a seguir realizámos uma espécie de torneio. Eu fui uma das
árbitras. Parece que os meus colegas gostaram do jogo que lhes ensinei. No
final, ainda houve tempo para testar conhecimentos, usando o telemóvel e uma
aplicação que eu gosto muito, chamada Kahoot e usada várias vezes no
Centro de Apoio à Aprendizagem nas nossas reuniões online que fazemos com
os colegas e professores do Agrupamento de Escolas de Gaia Nascente.
Deixo-vos aqui algumas imagens da
“minha aula”.

















