21.3.25

"É isto, a poesia?"

 Uma partilha Leya Educação, neste Dia Mundial da Poesia.

Alguém diz: a poesia é a graça e o mistério das coisas. E isto dito, logo apetece desdizer. Chamar para a liça Alberto Caeiro e a sua poesia dedicada a negar o mistério das coisas. Versos, porém, os seus, não vazios de mistério.

(Homero, Virgílio?)

Então, o mistério que existe em todas as coisas – assenta-se que é isso, a poesia?

(Petrarca, Camões, Shakespeare?)

Ou uma falha (sim, no sentido tectónico) que existe na mente e na própria linguagem. Será isso a poesia?

(Baudelaire, Lorca?)

Qualquer coisa de música que mora na pele lisa ou rugosa das palavras?

(Cesário, Pessanha?)

Ou uma insubmissão radical? Mas longe de absoluta – pensa só em como tantos poetas se submetem às leis do mercado. Por vezes uma opção de classe? Uma insurgência, até?

(Brecht, O’Neill, Darwich?)

Aquilo com que certas mentes se ocupam no dia 21 de Março, o tal Dia Mundial? Não passa disso a poesia?

(Sophia, Adília?)

Aquilo que provoca estranheza (ou estranhamento?) e que todos os dias, a toda a hora, ocupa o pensamento de uns que escrevem?

(Herberto, Luiza? Ou Daniel Faria?)

O que ouvia a orelha-menina daquele homem da orelha verde?

(Rodari?)

Aquilo que leva desencontradas cabeças a queimar tempo, tentando definir a poesia, de maneira um pouco patética e igualmente desencontrada?

Talvez seja a poesia isto. Ou nada disto. Sim, outra coisa. Da mesma ou de outra substância qualquer.

                                                                                  João Pedro Mésseder


20.3.25

"Poesia às 10"

 Amanhã, dia 21 de março, celebramos o Dia Mundial da Poesia. Em articulação com o Plano Cultural das Artes, as BE do AERT3 propõem a atividade "Poesia às 10": às 10h, toda a comunidade educativa é convidada a ler um poema, em sala de aula ou fora dela. 

 Na Biblioteca da ESRT, na mostra "Leva-me contigo!" encontram já disponíveis algumas propostas de obras poéticas e alguns poemas selecionados pelos alunos do 12.ºD, da professora Zaida Vieira.



21.2.25

Amor é... Ainda - e sempre - Camões; ainda - e sempre - Açucena Alijaj!

 De um desafio de escrita lançado pela professora Paula Coelho na equipa teams do CLE (Clube de Leitura e Escrita), a propósito do dia 14 de fevereiro e do soneto camoniano "Amor é fogo que arde sem se ver", eis que de novo nos surge a excelente escrita da Açucena, do 12.ºH, que não perde um desafio do género, nem a capacidade de nos surpreender. Sempre! 


Luís de Camões iria gostar, sem dúvida. Ora apreciem:


Amor é fogo que arde sem se ver (versão intercultural)

 

Amor é fogo que arde sem se ver,

um sol de Itália a aquecer o trigo,

o mar de Azov  sem se render,

brisa japonesa num templo antigo.

 

É tango urgente em noite argentina,

é mantra indiano de castas feridas,

é canto livre na voz palestina,

um fado em Coimbra nas despedidas.

 

É céu andino a tocar o vento,

um Kalahari com sede de mudança,

é mar que embala o Caribe distante.

 

Vive onde houver um povo e alento,

num beijo, num verso, num passo de dança,

sem cor, sem fronteira – eterno e vibrante.

 

                                                                  Açucena Alijaj, 12ºH

13.2.25

TOP 10! Leitores e Livros

 O Plano de Ação para a Leitura está em andamento e neste primeiro semestre já contabilizamos cerca de 1200 empréstimos domiciliários! 

  Aqui estão os nossos Leitores TOP e o TOP 10 dos títulos mais requisitados. A leitura está em alta e as sugestões continuam a ser bem-vindas!

23.1.25

Terá Camões nascido no dia 23 de janeiro há cinco séculos atrás?

  Um soneto e um eclipse solar indicam a data de nascimento de Camõesé este o título de um artigo do jornal Público, do início das Comemorações dos 500 anos do nascimento do Poeta, que dá conta do trabalho de investigação de um grupo de cientistas da Universidade de Coimbra. 


 O soneto é o que se segue, declamado pela Hévora (11.ºE) e pela Tentúgal (11.ºI), do Clube de Leitura e Escrita, junto à figura imponente do autor, colocada precisamente hoje no espaço da Biblioteca.


(O painel com a figura de Camões foi elaborado há cerca de dois anos pelo professor 
Rui Moreira, com a colaboração dos seus alunos, e doado à BE.)
 

21.1.25

As plantas na obra poética de Luís Vaz de Camões - Exposição

 Dedicada às plantas na sua obra poética, a exposição que podem desde já visitar à entrada da Biblioteca insere-se nas Comemorações do V Centenário do nascimento de Luís Vaz de Camões. 


 O projeto expositivo e os textos são da responsabilidade de Ana Margarida Dias da Silva, Maria Teresa Gonçalves e Jorge Paiva, do Departamento de Ciências da Vida da Universidade de Coimbra, e as aguarelas de Ursula Beau (1906-1984), pertença da Sociedade Broteriana.




14.1.25

Sessões de Partilha de Leituras

 Aconteceram nos dias 9 e 10 deste mês, na ESRT e na EBFMSI, respetivamente, Sessões de Partilha de Leituras, organizadas e dinamizadas por elementos do Clube de Leitura e Escrita, mas que envolveram também outros alunos. Participaram as turmas 8.º1, 9.º1, 9.º2, 9.ºA, 10.ºP e 11.ºM, ouvindo ou dando voz às escolhas que livremente fizeram e se propuseram a partilhar, expressiva e confiantemente.  


  Havemos de repetir!